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A criação de áreas de proteção ambiental, como o Refúgio de Vida Silvestre na Região do Médio Paraíba, no Sul Fluminense, além da capacitação de fiscais ambientais e da realização de um protocolo para orientar os empreendimentos hidroelétricos são os principais resultados do Plano de Ação Nacional para a Conservação das Espécies do Rio Paraíba do Sul, realizado pelo Instituto Chico Mendes (ICMbio). As informações foram apresentadas, nesta terça-feira (07/11), pela coordenadora do plano, a bióloga Carla Polaz, durante reunião da Comissão de Representação em Favor do Rio Paraíba do Sul da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

A bióloga explicou que o projeto consiste em 60 ações para evitar a extinção de animais que vivem no rio Paraíba do Sul. Ao todo, o plano protege 12 espécies de peixes, três de crustáceos e uma espécie de quelônio, um cágado que vive em água doce. O projeto, que começou em 2010, já está no seu segundo ciclo que deve se encerrar em 2020.

“Nossos objetivos são diminuir as ameaças às espécies e conservar bancos genéticos para evitar a extinção dos animais que habitam o Paraíba do Sul. As ações foram centradas nas principais ameaças à vida marinha, que são as barragens realizadas para a construção de hidroelétricas, o desmatamento da mata ciliar, a falta de tratamento de esgotos e a introdução de espécies que não são originárias do rio, como o dourado e a tilápia”, afirmou Carla Polaz, que destacou que o Refúgio da Vida Silvestre no Médio Paraíba vai abranger 13 municípios do Rio e evitar a extinção de diversos animais.

O presidente da comissão, o deputado Dr. Julianelli (Rede), afirmou que o Paraíba do Sul é o rio mais importante do estado. Além das atividades econômicas, o rio abastece com água cerca de 85% da população fluminense e gera energia para quase todo o estado. “Temos que protegê-lo. Ele é vital para a economia e para a geração de água e energia para a população. Sem o Paraíba do Sul, o estado pode parar. Nossa próxima audiência será realizada em Volta Redonda, no Médio Paraíba, para ver os impactos das siderúrgicas e do pólo industrial da região na qualidade de água do rio”, afirmou o parlamentar.

Projeto Píabanha

O rio Paraíba do Sul corta o estado do Rio de norte a sul e passa por importantes centros urbanos como Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, e Resende, no Sul do estado. Perto de Campos, no município de Itaocara, a Associação dos Pescadores e Amigos do Paraíba do Sul criou o Projeto Piabanha que tem o objetivo de preservar os peixes da região.

O vice-diretor do projeto, Thiago Berriel, afirmou que os principais objetivos são manter um banco genético para a criação de peixes em cativeiro, monitorar a população de peixes e crustáceos e preservar os ovos e larvas das espécies. “Somos um parceiro do ICMbio e também atuamos no Plano de Ações do Paraíba do Sul. O rio é muito importante para a economia e biodiversidade da região. O nosso projeto protege o rio e ajuda 1500 pescadores artesanais que dependem dessa atividade para sobreviverem”, ressaltou.