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Usar celular na direção é terceira causa de mortes no trânsito do Brasil.
De acordo com a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego, a Abramet, são cerca de cento e cinquenta mortes por dia no país, quase 54 mil/ano.

Que o celular facilitou a nossa vida, disso ninguém tem dúvida. A cena mais fácil de se ver hoje é gente olhando para o celular. Mas o que se apresenta como solução, pode botar a vida em risco.

O pessoal da Abramet fez alguns cálculos interessantes usando dados internacionais. Eles calcularam, por exemplo, que a gente gasta entre 8 e 9 segundos para atender a uma chamada telefônica, entre você ouvir a chamada, localizar o celular, pegar, desbloquear e atender. Se você estiver a 80 km/h, e essa é uma velocidade permitida, você vai percorrer quase duas quadras desatento em relação ao trânsito.

No caso de mensagens de texto, eles calcularam que a gente leva de 20 a 23 segundos para responder uma mensagem básica. Se você estiver a 60 km/h, vai percorrer quase quatro quadras dividindo a atenção entre o trânsito e o celular. Dificilmente você não vai encontrar um obstáculo pela frente.

Segundo o médico do tráfego Aly Said Yassine, o celular é mais perigoso do que parece. “Os grandes males que o celular causa para o condutor são basicamente 3: primeiro ele divide a atenção e concentração entre aquilo que está sendo falado ao celular, e aquilo que acontece na via. A percepção periférica do ambiente do trânsito também está muito prejudicada. E o tempo de resposta, de reação de um condutor frente a um obstáculo, a uma pessoa, a um cruzamento, ou a um farol ou semáforo que fechou também está muito mais lento.”

Alguns fabricantes de celulares já estão oferecendo um dispositivo que impede o uso do aparelho quando ele se conecta com o sistema de som do veículo. Motorista que não cuida da segurança enquanto dirige, pode ser multado segurando, manuseando e usando o celular.

Será que mesmo com o melhor motivo do mundo vale pena correr esse risco? “A grande pergunta é: até onde nós estamos e até quando nós estamos dispostos a perder irmãos, sobrinhos, tios, parentes ou até a nossa própria vida em prol de eventualmente atender uma ligação ou de responder uma chamada que muitas vezes não tem tanto sentido ou urgência assim?”, diz Yassine.

36º BPM