17/10/2012 - Ricardo Andrade Cavin, 12, em sessão de equoterapia no Regimento de Polícia Montada em Campo Grande. Foto Marcelo Horn
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O Centro de Equoterapia do Regimento de Polícia Montada, criado em 1996 através de um projeto piloto do Regimento de Polícia Montada Coronel Enyr Cony dos Santos (RPMont-CECS), já realizou cerca de 15 mil atendimentos. O projeto, que presta assistência gratuita a crianças com necessidades especiais, começou com apenas três praticantes portadoras da síndrome de Down, paralisia cerebral e tetraplegia. Com capacidade para atender até 81 praticantes, o local é hoje o principal centro de equoterapia gratuito do Estado do Rio de Janeiro.

A equoterapia é um método terapêutico que utiliza o cavalo em áreas como saúde, educação e desenvolvimento, promove melhorias na coordenação motora, aumento da autoestima e proporciona mais independência de crianças com necessidades especiais.

– A técnica tem quatro programas: o primeiro é a hipoterapia, voltada para pessoas que têm muita dificuldade de equilíbrio; o segundo é a educação e reeducação, onde a gente trabalha mais com os autistas, já que eles não possuem nenhum problema motor, e com isso conseguem uma independência maior em cima do cavalo; o terceiro é o pré-esportivo, que já é uma possibilidade destas pessoas fazerem algum esporte; por último, temos o adestramento paraequestre, que é modalidade olímpica e uma forma de desenvolver habilidades dos praticantes no esporte – explicou a capitão psicóloga Cátia Simonato.

O espaço, que atualmente conta com cinco consultórios equipados para prestar assistência nas áreas de fisioterapia, psicologia, medicina e fonoaudiologia, trabalha com 22 crianças por dia, atendendo às segundas, quartas e sextas. Os praticantes têm idades iniciais a partir dos três anos.

Terapia assistida para PMs

Outro braço da equoterapia da Polícia Militar é a voltada para os policiais. O objetivo é tratar o policial vítima de adoecimento psíquico ocasionado pelo ofício e de seus familiares, e minimizar os efeitos nocivos desse adoecimento, para que apresente condições psíquicas e humanas para o trabalho. O tratamento é feito no Regimento de Polícia Montada Coronel Enyr Cony dos Santos, e os encontros são semanais, com duração de aproximadamente seis meses, totalizando em torno de 24 encontros.

Foto: Marcelo Horn