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Após reação do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que afirmou nesta terça-feira (8) que uma proposta de aumento da alíquota do Imposto de Renda não passaria na Casa, o Palácio do Planalto recuou e informou, em nota, que o presidente Michel Temer “fez hoje menção genérica a estudos da área econômica, que são permanentemente feitos”.

Mais cedo, após participar da cerimônia de abertura do 27º Congresso e ExpoFenabrave, em São Paulo, Temer disse que o governo faz estudos para o aumento da alíquota do Imposto de Renda (IR), reforçando, porém, que não há nada definido. “Há estudos, há dos mais variados estudos. São estudos que se fazem cotidianamente. A todo momento estão fazendo planejamento nos setores da economia, eles fazem esses estudos. São estudos que estão sendo feitos, mas nada decidido”, disse Temer após a cerimônia da Fenabrave.

A equipe econômica do governo tem feito estudos e esforços para aumentar a arrecadação com o objetivo de cumprir a meta fiscal de déficit primário, estipulado em R$ 139 bilhões para 2017 e R$ 129 bilhões para 2018.

Mas, com o cenário negativo à frente, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, voltou afirmar na segunda-feira (7) que o governo está “estudando” uma possível revisão da meta fiscal, e disse que o mês de setembro “será um bom momento” para avaliar a necessidade de mudar ou não a previsão dos resultados das contas públicas para este ano.

Maia vem sendo considerado um forte aliado de Temer, sobretudo após a Câmara ter derrubado na semana passada a denúncia de corrupção contra o presidente da República oferecida ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela Procuradoria-Geral da República, no âmbito das delações e da gravação da JBS. Por isso, a reação do deputado do DEM levou o Planalto, segundo interlocutores, a tentar desfazer poucas horas depois o mal-entendido a respeito de uma proposta de reajuste do IR.

ABR

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