carne; consumidores; frios; pão de açucar; supermercado; Alimentos Foto: Alexandre Severo SAO PAULO - 13/06/2013 -

Com a renda comprimida e o desemprego em alta, ter carne vermelha no prato pesará cada vez mais no bolso dos brasileiros. E o cenário não será diferente se a alternativa escolhida for o frango, os ovos ou a carne de porco.

Especialistas projetam que a inflação para as proteínas vai superar a marca de 10% este ano, após já ter disparado em 2020. O aumento previsto para 2021 está bem acima da estimativa para a inflação oficial (IPCA), de 5,9%.

De acordo com a consultoria LCA, a maior alta neste ano continuará sendo no preço da carne de boi (17,6%), seguida da de porco (15,1%) e de frango (11,8%).

Alternativa às carnes, o valor do ovo de galinha também deve subir (7,6%). Já a Abras (Associação Brasileira de Supermercados) prevê um aumento nos preços do frango entre 10% e 15% já no fim de julho e início de agosto.

Segundo o presidente da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), Ricardo Santin, as razões para o aumento da carne bovina diferem dos motivos para as outras proteínas.

Enquanto os produtores de gado tiveram redução na produção e maior exportação, a culpa pelo preço maior do frango, do porco e dos ovos recai sobre os insumos para a criação dos animais. De acordo com dados da Embrapa, os custos de produção em geral subiram 52,30%, para o frango, e 47,53%, para os suínos, nos últimos 12 meses. Matérias-primas para a ração, o milho teve alta de preços de 68,8% em 2020, enquanto a soja ficou 79,4% mais cara no atacado. As projeções para 2021 são de aumento de 39,8%, para o milho, e de 7,2%, para a soja.

Essas previsões chegam num momento de queda de popularidade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que já reclamou em público do reajuste dos preços da carne, do arroz, do gás de cozinha e dos combustíveis.

Com informações da Uol.

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